Campo Largo, 22 de agosto de 2004

Sr ministro da educação:

Estou lhe escrevendo esta, com intuito de que Vossa Excelência faça uma reflexão sobre a quanto anda educação no nosso país, e a partir daí que providências sejam tomadas. É válido reconhecer que nos últimos anos este tema vem sendo muito debatido, e ações mesmo que tímidas vem sendo feitas no sentido de melhorá-la.

No entanto, a real situação em que nos encontramos frente a outros países é extremamente preocupante no que diz respeito a sua valorização. Os governantes em todos os estados do país mostram de certa forma preocupação, e com isso apontam números na tentativa de amenizar e até mesmo esconder os problemas que ali existem.

O fato é que, a falta de vontade por parte de muitos de nossos governantes e desleixo ao  tema é infelizmente uma realidade constante no nosso país. Com isso, ao observarmos com mais carinho  os números,  no qual se é obtido por pesquisas, Censos e tudo mais  percebemos que isso está longe de ser condizente com a realidade. Sendo assim, pergunto: Será que alguém no poder,  tem interesse que nossa população e que principalmente nós os  jovens saibamos pensar? Saibamos ser cidadãos críticos? Será que se fizermos isso “pensar” vamos incomodar alguns?

Pensar assim me traz tristeza, mas a verdade SR Ministro é que,  independente dos números que possam apresentar sobre educação, por outro lado existem números que também chamam a atenção como o do  crescimento da violência, marginalidade,  drogas, prostituição e tantas outras coisas que demonstram que tais resultados estão  à  sucumbir   e que parece ser   óbvio que não temos um política de qualidade para este tema.

  É importante entendermos que a mudança do rumo do nosso país, está nas mãos dessa política de qualidade no que diz respeito à educação , caso contrário vamos sucumbir frente a problemas de ordem gerais que estão afligindo a nação.

Peço encarecidamente em nome da população do nosso país que leia esta carta e que faça uma reflexão sobre:  Que qualidade da educação queremos para nosso país? E o que realmente temos de política para a educação no nosso país?

A luz do exposto acima, acho importante ressaltar que enquanto tiver alguém a pensar, a escrever ou a falar, haverá também uma luz a brilhar e um fio de esperança pra se agarrar. A partir daí, peço desculpa pelo desabafo e desculpa se tomara muito de seu tempo, que é tão precioso quanto o meu, e por isso da minha pressa.

Atenciosamente,

Otavio Augusto Almeida dos Santos.

A estranha

Era só mais um dia normal no imenso jardim da casa grande, os ratinhos Hic e Renner se arriscando a correr de um lado para o outro, o bichano Héctor por sua vez se espreguiçando, o cachorro Ted rosnando, enfim tudo igual aos outros dias.  Somente uma coisa estava diferente, e era o comportamento da dona Alzira uma senhora rechonchuda de estatura média e de cabelos brancos meio violeta.

Naquele dia diferentemente dos outros em que, passava horas tecendo lã sem parecer se preocupar com o tempo, ela estava agitada, bastante inquieta se preocupando com qualquer barulho que viesse da rua. Depois de se levantar por diversas vezes para atender um desses barulhos, finalmente chegou o que ela esperava, veio dentro de uma caixa pequena e quando ela abriu saiu o que parecia uma gatinha meio acanhada e sem graça.

Todos os bichos foram vê-la, e quando chegaram mais perto ficaram o que podemos chamar de chocados, não entendiam o que acontecera com aquela criatura. O Ted nem pode olhar e se afastou, o Héctor então nem se fala, fez cara de nojo. Já  os ratinhos fizeram as vezes e a recepcionaram perguntaram o seu nome, de onde tinha vindo e  o porque das patas de traz não ficarem  em pé e o motivo do seu rosto estar tão cheio de cicatrizes.

O motivo pelo qual ela parecia estar tão debilitada era nada mais nada menos que,   maus tratos alguns desprezíveis seres humanos, que por pura maldade tinham jogado água quente em seu corpo e no desespero da dor correra em direção a rua e fora atropelada, vindo então a ficar sem os movimentos das patas trazeiras.

 Revoltados os ratinhos Hic e Renner ficaram perplexos e indignados, mas a gatinha Selena os confortou dizendo que, suas cicatrizes não doíam mais, e isso é o que menos a incomodava. Ela lhes mostrou que suas limitações físicas apesar de existirem, não a impediam de fazer qualquer coisa que tivesse vontade. Porém uma coisa só a deixava muito triste e com muita dor, e era como os outros  olhavam suas debilidades, com receio, com repulsão não conseguindo assim enxergar o que tinha por traz das cicatrizes e muitas vezes se afastavam por isso.

Os ratinhos muito emocionados, foram até os outros bichos e contaram o que tinha acontecido com Selena e falaram da vergonha de conviverem com seres tão preconceituosos e repugnantes como eles. Depois lhes mostraram que com essa atitude eles eram  tão maus  quanto quem jogara  água quente nela um dia. Ted e Héctor ouviram e depois de refletirem por um tempo, muito envergonhados pediram desculpas e deram boas vindas a gatinha, e a partir daí se tornaram muito mais que amigos, se tornaram uma verdadeira família.  

O tempo e o infinito amor

No início da minha adolescência, ao observar todas aquelas crianças bem mais jovens do que eu brincando na minha rua, jamais imaginei que uma daquelas meninas no futuro, faria parte da minha vida.

A menina franzina, e até um tanto quanto desajeitada sempre aparecia por lá, confesso que tenho que me esforçar com a memória para lembrar-se dela na infância, pois afinal, eu com meus 14 anos tinha lá outros interesses e não dava muita atenção a uma criança de 9 anos.

Com o passar dos anos sem que eu percebesse aquela garotinha desajeitada crescera, e eu mais maduro, já prestava mais atenção. A menina agora no auge dos seus 15 anos não parecia mais com aquela de outrora, estava  diferente no seu jeito de se expressar, comunicar suas ideias e opiniões. Porém, confesso que particularmente no quesito beleza, sinceramente não achava que  tinha mudado tanto ao ponto de  dizer que se transformara numa garota exageradamente bela, (ao menos para os meus padrões de beleza na época), mas algo naquela menina me chamava atenção, mesmo que não quisesse admitir a verdade é que, volta e meia me pegava pensando nela.

A medida que o tempo passou a necessidade de vê-la e ouvi-la só aumentou, seu jeito extrovertido, simpático e sempre com sorriso nos lábios definitivamente me conquistou. Tudo nela eu gostava, a forma que falava, que agia, que ria e até mesmo seus defeitos, e foi exatamente aí que me dei conta de que era ela, tinha que ser ela, o grande amor da minha vida, a companhia que queria ao meu lado para sempre.

Nos anos que se passaram, dos seus 15 anos até seus 17 anos, ela nunca  teve nenhum relacionamento sério e não que não tivesse oportunidade, mas parece que estava  me esperando, porque assim que tive coragem de me declarar a reação  que a princípio  não foi  tão positiva como gostaria, não demorou muito para que nós estivéssemos totalmente envolvidos.

O tempo passou, e sem que eu percebesse me deparei com seus 40 anos. No entanto, ainda me encanto, e o mais incrível é que  me pego  observando-a: a garotinha, a menina, a mulher e agora mãe  a cuidar do seus afazeres, às vezes nervosa, outras nem tanto, mas na maioria  das vezes muito carinhosa e amável. E é por isso que não consigo deixar de pensar como seria minha vida sem ela, e aí que chego a conclusão que eu não existiria e que só sou o que sou porque ela existe e faz parte de mim, sim, nós nos completamos, somos uma só alma e tenho a mais absoluta certeza de que se tiver oportunidade de viver por mais 40 anos, ela vai estar lá, nos meus sonhos,  nos meus pensamentos a me deslumbrar, a me surpreender, a me encantar e o mais importante: a me fazer  amar, amar e amar por todos os dias em que eu viver.

 

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